O termo “que”

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funções do termo que

Funções Morfológicas (Classe Gramatical)

  • Pronome relativo – Conversamos sobre o curso que ela vai fazer.
  • Pronome interrogativo – Que ocorreu mesmo?
  • Pronome indefinido – Que coisa estranha, isso nunca aconteceu comigo.
  • Conjunção integrante – Não acredito que você prendeu o cachorro no canil.
  • Conjunção coordenativa – Vá depressa que está quase na hora de partirmos. (porque)
  • Conjunção subordinativa – Rezo que você melhore. (para que)
  • Preposição – Temos que viajar nas férias. (de)
  • Advérbio – Que delícia esta sopa! (quão)
  • Partícula expletiva ou de realce – Quase que não conseguimos embarcar.
    Obs.: Serve apenas para realçar determinado termo. A retirada do “que” não prejudica a estrutura da oração.
  • Partícula iterativa – Oh! Que lindos que são esses cachorrinhos!
    Obs.: É quando o “que” é repetido para dar ênfase ou realce à frase.
  • Substantivo – Piqueniques têm um quê de romântico e literário.
  • Interjeição – Quê! Você vai se mudar?
    Obs.: Nesses dois últimos casos, o “quê” deve ser acentuado.

Funções Sintáticas

  • Sujeito – Os alunos que se prepararam bem foram classificados.
  • Objeto direto – Mudei para a casa que eu mesmo construí.
  • Objeto indireto – Comprei a casa a que você se referiu.
  • Adjunto adverbial – A casa em que moro é bem cuidada.
  • Complemento nominal – Este é o remédio de que tenho necessidade.
  • Predicativo do Sujeito – Ignoras o cínico que ele é.
  • Agente da passiva – Era venenosa a aranha por que você foi picado.

Morfemas

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Vamos aos exemplos dos principais morfemas:

  • Radicalmadeira, madeiral, madeireiro / café, cafezal, cafeteria, cafeteira
    Obs.: Há vocábulos constituídos de apenas um radical: céu, luz.
  • Afixobilíngue, desaparecer, influência, transformação. prever (prefixos – aparecem antes do radical) / crescente, atualmente, padeiro, sozinho, voluntário (sufixos- aparecem depois do radical)
    Obs.: O prefixo e o sufixo podem aparecer ao mesmo tempo em uma palavra: empedrar
  • Desinência – pequena, áreas, índio (desinência nominal de gênero feminino, de plural e de gênero masculino, respectivamente) / falara, escreverei, estudávamos (desinência modo-temporal) / falaram, escreverei, estudávamos (desinência número-pessoal)
  • Vogal Temática – incetivar, desparecer, fingir (verbos) / escrita, noroeste, século, extinção (substantivos) / bonito, bela (adjetivos)

Resumindo: Radical / Raiz / Tema / Afixo (prefixo e sufixo) / Desinência (nominal e verbal) / Vogal Temática / Vogal de Ligação / Consoante de Ligação

Frases Interrogativas

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frases interrogativas
As frases interrogativas diretas, como o próprio nome diz, são feitas pelo emissor de forma direta e o ponto de interrogação é obrigatório. Caracterizam-se por começarem com vocábulos interrogativos (por que, quem, onde, quantos). As frases interrogativas indiretas supõem a indagação, não ocorrem em forma de pergunta, mas você está claramente em busca de uma informação como resposta. Nunca começam com palavra interrogativa e terminam sempre com ponto final.

Gênero dos Substantivos

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gênero dos substantivos
Alguns substantivos geram dúvidas quanto ao gênero e muitos especialistas da área ainda “brigam” para chegar a uma conclusão. Eu sempre me baseio no VOLP, pois ele é o veículo oficial responsável por dizer como deve ser a grafia das palavras. (VOLP = Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa)

Predicativo do Sujeito / Predicativo do Objeto

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predicativo do sujeito e predicativo do objeto

O predicativo do objeto pode caracterizar também um objeto indireto, sendo contudo mais raro. Geralmente é utilizado com o verbo chamar, com sentido de “atribuir um nome a”. Exemplo: Os alunos chamaram-lhe incompetente. (lhe é objeto indireto e incompetente é predicativo do objeto indireto).

Prefixo “socio”

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prefixo socio e hífen
Há casos em que o termo “socio” não é um prefixo e sim um substantivo (“sócio” – aquele que tem parte nos negócios, que faz parte de uma sociedade). Nesses casos, o uso do hífen é obrigatório e passamos a ter um substantivo composto. Veja alguns exemplos: sócio-fundador, sócio-diretor, sócio-gerente. Com relação ao plural, já que temos dois substantivos, os dois termos vão variar: sócios-fundadores, sócios-diretores, sócios-gerentes.

Crase

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crase e culinária
Certos pratos da nossa culinária causam dúvidas com relação ao uso da crase. O que vale entender é que, quando ocorre a crase, fica subentendido o termo “à moda de”. Por exemplo: bife à milanesa (à moda de Milão), filé à francesa (à moda da França), tutu à mineira (à moda de Minas), churrasco à gaúcha (à moda dos gaúchos), arroz à grega (à moda da Grécia), bife à Camões (à moda de Camões), espaguete à bolonhesa (à moda de Bolonha) etc. Fica claro então que os pratos filé a cavalo e frango a passarinho NÃO devem ser escritos com o acento grave indicador da crase, pois não se tratam de um bife à moda de cavalo e um frango à moda de passarinho. Dadas as explicações, ressalto que muitos estudiosos preferem simplificar e defendem o uso da crase em todos os pratos, pois, na visão deles, sempre estará implícita a ideia “à moda de”. Como o assunto é muito polêmico, acredito que ele não deveria ser cobrado em concursos, vestibulares, Enem e provas escolares.

Espiar, expiar

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espiar, expiar
O verbo espiar pode significar também, numa linguagem náutica, o ato de mover o navio com espias: cabos com que se amarram embarcações. As palavras espiar e expiar são consideradas homófonas, pois são pronunciadas de forma igual e seus significados e escritas são diferentes. Vale lembrar a grafia do termo “bode expiatório”: expressão popular que define o indivíduo que não consegue provar sua inocência, mesmo sem ser o responsável direto pela acusação.

Risco de vida / Risco de morte

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risco de vida. risco de morte

É importante dizer que, tradicionalmente, a expressão empregada quase sempre foi risco de vida. Assim foi o uso de nossos avós, e assim empregaram maciçamente os nossos literatos mais considerados ao longo dos tempos. Por outro lado, não se pode negar que, de uns tempos para cá, houve a redescoberta da expressão risco de morte. Sendo assim, é possível afirmar que as duas expressões estão corretas e ambas trazem o mesmo conteúdo semântico. Em risco de vida, está claro que o significado é o risco de perder a vida. Em “risco de morte”, está claro que o significado é o risco de encontrar a morte.

Aposto

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aposto