Nossa língua merece cuidados!

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Uma triste realidade da língua portuguesa no Brasil.

Algumas imagens que vocês verão abaixo têm erros assustadores e outras mostram o quanto escolher mal as palavras pode ser um tanto constrangedor. Um espaço a mais, um espaço a menos, uma letra a mais, uma letra a menos,  as vírgulas e os acentos que não foram colocados, a concordância que não foi feita… Tudo deveria ser analisado, mas não é o que acontece. Que bom seria se todas as empresas tivessem um revisor fixo na sua rede de funcionários. É uma pena que muitas vejam esse profissional como gasto desnecessário. Sinceramente, desnecessário é presenciarmos o quanto a língua portuguesa é maltratada em alguns anúncios.

Não publico essas imagens com o intuito de ridicularizar ou diminuir ninguém. Antes que digam, não é preconceito linguístico. Minha intenção apenas é mostrar o quão crítica está a situação educacional do nosso país e gritar para o mundo inteiro ouvir que ainda há aqui uma defensora da língua portuguesa bem falada e escrita. Defenderei isso sempre. Sei que, em quase todas as imagens, a comunicação foi feita, mas não concordo com determinados erros. O português tem regras e devem ser seguidas, senão vira bagunça e ninguém mais estuda. Não sabe? Está com dúvida? Que tal correr atrás de um profissional ou até mesmo de um amigo que possa esclarecê-la?

Tenho plena convicção de que muitos não tiveram a oportunidade de estudo que a maioria aqui teve e lamento por isso, mas não devemos jamais nivelar por baixo. Vamos respeitar sim os limites de cada um, mas sempre mostrando que estudar, correr atrás da informação ainda é o melhor e mais confiável caminho para irmos além. É trabalhoso, é cansativo, é desgastante (e para alguns é ainda mais trabalhoso, mais cansativo, mais desgastante, diria até “impossível”) mas é essa constante superação que fará a diferença lá na frente.

Sejamos conscientes de que a nossa língua merece ser respeitada e que a boa comunicação (falada e escrita) é fator primordial para nosso crescimento pessoal e profissional, seja qual for a carreia escolhida.

Por Céu Marques

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Comentários

  1. Ignacio says

    Parabéns pelo blog, ri muito (para não chorar) com alguns desses cartazes. Só não achei erro naquele de “Vendo canoa e caiaque”…

  2. cassia says

    Adorei o post. Nossa visão como professores de Língua Portuguesa tem sido sempre crítica por que não nos indagamos se a pessoa que criou a mensagem possui alguma escolaridade, não é mesmo? Se o locutor possuir o Ensino Médio, daí sim podemos criticá-lo caso contrário prefiro não zombar de uma pessoa por ser simples e não ter estudo. Infelizmente é a realidade

  3. ADRIANA nISHIMOTO says

    Gostaria de agradecer a responsável por este blog, por agregar conhecimento de forma objetiva e didática.
    Não acho que isso seja um preconceito, pois não está citando nomes nem região. É apenas uma demonstração de erros comuns que ocorrem no cotidiano do Brasileiro.

  4. Regina Cele Cavalcante says

    Adorei o material, as discussões, geradas pelos leitores. Estou aprendendo bastante com vocês!Obrigada!

  5. MArco RIbeiro says

    Deve-se sim ter atenção e cuidado com nossa língua. A forma falada ou escrita é mais elegante, tem um valor imensurável em nossas vidas. Quem sabe se comunicar, alcança com mais facilidade seus objetivos e são mais respeitados em determinados ambientes, como por exemplo: o profissional.

    Céu, continue! Sua iniciativa serão sempre úteis para quem quiser buscar conhecimentos.
    Parabéns!

    Marco Ribeiro

  6. Odete Calantone Monteiro says

    Minha opinião: quando alguém for colocar um cartaz, seria bom solicitar a ajuda de outra pessoa para conferir.

  7. says

    Gosto demais deste site. Depois Que parei de lecionar e passei a costurar esqueci quase tudo da nossa gramática. POR AQUI VOU ME ATUALIZANDO. OBRIGADA.
    Sugestão: quando o erro no exemplo não for notório, aponte-o, por favor. No caso dos ovos não vi nada de errado.

  8. Gerci orlando espindola says

    Realmente o português está sendo massacrado a cada dia. Estou na luta para um português melhor.

  9. Juliana carvalhaes says

    Acredito que a professora tenha tido uma boa intenção ao escrever o post. No entanto, não achei que o resultado foi bom. Não identifiquei nenhuma falha gramatical na imagem da vaselina, na do ovo e na do homem aranha. O enunciado “respeita as mina!” é um desvio proposital: trata-se de uma frase, praticamente um lema,que viralizou na internet com o movimento feminista. A tatuagem “paçei” também pode ter sido um desvio proposital,visto que a pessoa colocou aspas. Eu sei que isso são casos isolados diante de todos os outros do post,mas trago esses exemplos apenas para ilustrar minha opinião de que “o buraco é mais embaixo”. O Brasil vive de fato uma crise no setor educacional, mas a complexidade e dimensão desse caso vão muito além dos ditos erros gramaticais que se cometem por aí. É um tanto hipócrita o conteúdo do post, considerando que a própria autora cometeu um pequeno erro ao postá-lo (li nos comentários). Para mim, isso é preconceito linguístico sim. Fica a dica para repensar seus conceitos.

    • Céu Marques says

      Juliana, agradeço a sua participação no blog. Acredito que todos os pontos de vista são válidos, pois nos fazem refletir sob um outro aspecto que até então não tínhamos pensado sobre. Entendi perfeitamente o seu posicionamento, mas, como professora de português, quero divulgar sempre o bom uso da língua portuguesa. Não digo que todos devam ser assim, mas a minha postura é e sempre será essa. Com relação ao erro que você disse que eu cometi, poderia citá-lo, por favor? Não sou isenta deles, pois a língua portuguesa é cheia de nuances e pegadinhas. Impossível não errar. Ainda mais quem trabalha com ela diariamente.

      • Juliana carvalhaes says

        Céu, agradeço por achar interessante olhar para outros pontos de vista além do seu. Quanto ao erro, não cheguei a vê-lo; ele já foi corrigido, apenas notei o relato no comentário de cristina abreu. Ao tentar me colocar no seu lugar de professora, imagino que deva prezar pelo “bom uso” da língua. Entretanto, há casos e casos, e é por isso que eu considero útil assumir esse posicionamento ao corrigir textos dos alunos, por exemplo, mas não para sair corrigindo as pessias a torto e a direito. Para mim, o ponto está exatamente aí onde você fala sobre as nuances da língua, pois, já que é impossível não errar até mesmo para pessoas que trabalham com a língua (como você), ou que a estudam (como eu), imagine se não o seria também para quem não se encontra nas mesmas situações…

    • mariana santos says

      Bem, parece mais uma seguidora dessa corrente linguística em que não se pode falar sobre o que acontece com a língua no cotidiano, pois isso é preconceito. É muito fácil repetir o que se lê em livros de autores raivosos, não se sabe bem de quê… Bom seria realmente fazer uma reflexão ampla sobre onde buscar o inadequado para chegar ao adequado; ótimo seria entender que o preconceito existe quando se quer limitar o pensamento e a ação do outro, por achar que a sua posição é a justa e a verdadeira; seria excelente se as pessoas aprendessem a não levantar a voz contra o outro, não colocar o dedo no nariz do outro, não lançar a palavra publicamente com o intuito de diminuir o outro em suas ações e suas intenções, achando ser superior, porque “sabe ou entende mais” … Seria tão bom se as pessoas respeitassem “o que não é espelho” (lembrando Caetano)…

      • Juliana carvalhaes says

        Oi, Mariana. Lamento se a impressão que passei foi a de alguém que apenas reproduz comentários raivosos contra o preconceito linguístico sem nem saber do que se trata. Não sei se o seu comentário foi uma crítica ao mru, mas acredito que ele caminhe a meu favor e inclusive amplie de uma boa forma o que ei tinha temtado dizer de forma mais resumida. Eu só quis fazer algumas ressalvas ao post, porque considero que o conteúdo dele esteja fazendo justamente o que você condena: limitando a posição do outro e considerando que a sua seja a justa e verdadeira.

  10. rosiane says

    Nada disso surpreende mais… ri muito, porque de fato a leitura fica engraçada. É a realidade do nosso Brasil.
    O que surpreende é uma professora corrigir a outra publicamente. Desagradável. Atire a primeira borracha que nunca cometeu um pequeno erro de português. Isso me pareceu falta de respeito, além de querer mostrar serviço. Céu, parabéns pelo “post”.

    • Céu Marques says

      Fico feliz em saber que você gosta do blog, Patrícia! Saiba que admiro muito o espanhol, um idioma encantador.

  11. says

    A nossa língua é muito difícil e burocrática. Por isso, ler assiduamente e estudar com afinco – e jamais ter vergonha de consultar um dicionário ou um profissional – são as únicas receitas para a escrita, a leitura e a conversa perfeitas. Infelizmente, a péssima qualidade do ensino e o desinteresse do brasileiro produzem pérolas assustadoras e lamentáveis como as aqui apresentadas.

    • karla says

      kkkkk eu acho que quando estou nervosa meu cérebro não consegue lembrar muito bem das regras, erro muito se estou com raiva

  12. cristinaabreu says

    A mensagem me animou no começo da leitura mas a professora esqueceu de reler pois publicou seu “post” com um erro de concordância :
    Sejamos consciente . Leia-se : Sejamos conscientes .
    Quanto aos textos fico hesitando entre rir ou chorar. Talvez seja melhor rir do que nos faz chorar.
    (outra professora de português)

  13. Nguza João Munhica says

    kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk É bastante triste ver como as pessoas vêm cada vez mais ignorando a importância da boa escrita, principalmente nessa era das redes sociais.

  14. Ennio Gomes says

    E vai de mal a pior, pois quem não lê não sabe escrever. O brasileiro tem horror a tudo o que denota cultura, só quer o maldito futebol e religião, os dois ópios do povo.

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