O uso dos porquês

Uma das dúvidas mais frequentes na língua portuguesa é em relação ao uso dos porquês. São tantas possibilidades que muitos não sabem como empregá-los. Chegou a hora de eliminar todas as suas dúvidas sobre o assunto e saber quando usar a grafia correta.

Porque – resposta, conjunção explicativa ou causal

  • Fique alegre, porque você tem saúde.
  • Foi de táxi para a festa, porque estava atrasado.

Por que – início de pergunta, perguntas indiretas  (= por qual motivo, por qual razão) e quando puder ser substituído por “pelo qual” e suas variações.

  • Por que as pessoas andam tão nervosas?
  • Quero sabe por que aqueles estudantes fazem tanta bagunça. (= por qual motivo, por qual razão)
  • O caminho por que passei é cheio de buracos.

Porquê – Palavra substantivada. O mesmo que “o motivo”, “a razão”. Sempre antecedido de artigo.

  • Agora eu entendi o porquê das suas lágrimas.
  • Preciso saber o porquê dele gastar tanto dinheiro.

Por quê – Final de pergunta

  • Você anda tão emotiva, por quê?
  • Todos os quadros estão arranhados, por quê?

Vamos treinar para fixar o conteúdo aprendido?

Complete os espaços em branco, usando corretamente os porquês.

  1. __________ seus pais estão tão apressados?
  2. Não posso ir ao cinema, ______________?
  3. Queria entender o ________________ dessa proibição.
  4. A cidade _______________ passei é conhecida mundialmente.
  5. Não entendi _________________ você saiu de repente da sala.
  6. Sairemos mais cedo hoje, _______________ viajaremos para São Paulo.
  7. Ainda não compreendi ________________ aquelas crianças choram tanto.
  8. Os seus sobrinhos não vieram, _________________?
  9. A vida no campo é mais saudável, ________________ o ar é mais puro.
  10. Meu marido não entende o ________________ das minhas indecisões.

Resposta: 1. por que / 2. por quê / 3. porquê / 4. por que / 5. por que / 6. porque / 7. por que / 8. por quê / 9. porque / 10. porquê

29 Comentários

  1. Levi Lopes FernaNdes 24 de setembro de 2016 at 20:16

    Bilhante explanação quanto ao uso dos porques acho que estou no rumo certo

  2. alex vieira 28 de julho de 2016 at 20:23

    Em Portugal, quando se trata de advérbio interrogativo, escreve-se porque, em vez de por que: Porque não vens comigo? Porque faz ele isto?
    Depreendo que no Brasil será: Por que você não vem comigo? Por que ele faz isto?
    Fico-lhe desde já muito grato pela sua prestimosa elucidação.

  3. Samuel 7 de julho de 2016 at 11:02

    Gostei.

  4. Mitzi Maciel 13 de janeiro de 2016 at 12:50

    Por que sempre que leio suas explicações fico mais atenta a ortografia?
    Porque sei que posso contar com a vasta sabedoria de você Céu Marques nesse nosso português cheio de raízes.

    Obrigada Céu.

  5. Peterson 13 de janeiro de 2016 at 11:51

    É um equívoco afirmar que o “por quê” é aó utilizado no final da frase. O que se torna tônico quando encontra uma pausa ( claro, todo final de frase é uma pausa) e isso ocorro também denteo sa oração: por quê, à noite, você não sai?

  6. maricleuza 5 de janeiro de 2016 at 18:38

    Ótima explicação. Resumido e prático.

  7. Eldon 20 de dezembro de 2015 at 16:12

    O “por quê” pode ser usado em um final de frase afirmativa também, eu acho. Basta que seja antes de um ponto, seja ele de interrogação, exclamação, final ou reticências. Isso porque o o monossílabo “que” passa a ser tônico, quando seguido de pontuação. Então na frase: “Você sabe por quê.” ou “Quero saber por quê”, ele levaria acento. Assim como nas frases em que o “quê” aparece só. Por exemplo: “Não há de quê.” ou “Tá rindo de quê?”

  8. Dangela Oliveira 7 de dezembro de 2015 at 09:18

    Somente hoje, depois dessa explicação e do exercício, aos 34 anos de idade, foi que aprendi a usar os por quês.. Rsrs tá certo??

  9. Excelente! Concisa, clara e permitindo a verificação do aprendizado.

  10. Amandio Teixeira 14 de novembro de 2015 at 02:34

    Gostaria de parabenizar os criadores desse blog, de excelente qualidade e muito útil. Por 35 anos fui professor universitário e sempre me senti muito mal com a incapacidade do brasileiro, de forma geral, de escrever um português satisfatório. Me arrisco a dizer que a situação continua piorando e o uso indiscriminado de uma linguagem informática na comunicação só colaboram para piorar a situação. Durante muitos anos dei aulas de engenharia para universitários que não eram mais do que analfabetos funcionais. Isso reflete, sem sombra de dúvida, a qualidade dos profissionais que esse país despeja no mercado. É o resultado de uma política educacional medíocre, limitada, baseada em fins eleitoreiros e portanto assistencialistas, discriminadora e não inclusiva como quer ou alardeia o governo onde ser pobre, negro ou índio torna tais indivíduos merecedores de um tratamento especial frente ao estudo. Na verdade, uma educação falida desde os primeiros anos, essa sim, é a que gera as diferenças que muito bem lhes caem aos políticos, na hora de se fazerem de indulgentes e piedosos com “os menos favorecidos”. Lembro, ninguém nasce incapaz de ter acesso ao ensino qual não seja por absoluta falta de uma política justa que o ofereça a qualquer brasileiro desde a mais tenra idade. Mais uma vez, parabéns e continuem assim.
    Uma sugestão com o intuito de que o blog se torne mais abrangente: gostaria de ver aqui palavras que usadas de forma frequente em outros países lusófonos são simplesmente desconhecidas no Brasil. Apenas por exemplo menciono algumas que agora me ocorrem: algures, alhures, nenhures, diospiro, agrafador, autoclismo e centenas mais. Ou para que serve o tal acordo ortográfico se não usamos o idioma em sua totalidade. Um abraço,
    Prof. Dr. Amandio Luís de Almeida Teixeira

    • Céu Marques 14 de novembro de 2015 at 20:54

      Muito obrigada pelas palavras, Prof. Amandio! Agradeço também a sugestão de conteúdo para o blog. Um abraço, Céu Marques

  11. Carmen 25 de outubro de 2015 at 21:43

    Nossa!! bem criativo e bastante
    util essas explicações…Pararbéns

  12. Moisés Lopes Baptista 5 de outubro de 2015 at 17:20

    Este site o blog é muito interessante. Existem muitas dúvidas sobe o seu uso. Parabéns

  13. VLC 21 de julho de 2015 at 22:40

    Por que que o “porque” usado em resposta, conjunção explicativa ou causal não tem acento circunflexo já que é palavra oxítona e todas as oxítonas terminadas em “a”, “e” e “o” têm acento gráfico na última sílaba: Canadá, cajá, Taubaté, café, buquê, ipê, Mossoró, bocó, avô? Sem o acento, não deveríamos ler “pôrqui” ou “pórqui”?

    • Céu Marques 25 de julho de 2015 at 15:55

      Boa pergunta, VLC! O que posso afirmar é que realmente existe o “porquê”, palavra paroxítona terminada em -e devidamente acentuada. De repente, uma delas é sem acento justamente para diferenciá-las, como já aconteceu com outras palavras (vôo/voo, pêlo/pelo, pára/para, fôrma/forma).

  14. wagner 21 de julho de 2015 at 03:11

    Qual é a necessidade de tantos porquês diferentes?

    • raphael 2 de setembro de 2015 at 16:48

      Porque não existia internet, e desencadeou muitas teorias e filhos rs

      • mari 22 de dezembro de 2015 at 11:49

        nao seria o caso de tentar uma reforma sem tantas complicações? td bem q a língua é bonita com tantos adereços, mas certas coisas só servem para dificultar, por isso mta gente desanima de aprender… eu sempre leio matérias como esta, na esperança de elucidar de uma vez por todas minha dúvida, mas td vez qdo vou escrever algum texto científico tenho dificuldades com os porquês… vamos ver se vou conseguir gravar dessa vez… rs

  15. Marco 20 de julho de 2015 at 21:37

    Obrigado pela suas dicas. From Italy.

  16. Aline Maria 14 de julho de 2015 at 21:28

    Perfeita Explicação!

  17. Maria do Carmo Breyner Botelho 14 de julho de 2015 at 11:08

    Não é difícil falar e escrever corretamente.Gostei muito de sua didática.Cumprimentos e votos de muitos conheçam seu trabalho .Parabéns e muito sucesso.

  18. Daiany passarini 13 de julho de 2015 at 19:47

    Adorei! Explicação bem detalhado e curtinho, fácil de guardar. Obrigada, realmente vai ser muito útil.

  19. Ana Maria da silva 13 de julho de 2015 at 19:31

    Muito interessante, com os exercícios ficou melhor ainda e ajudou na compreensão. Muito obrigada!

  20. Monica 13 de julho de 2015 at 15:46

    ok

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